EM DEFESA DA SAÚDE PÚBLICA, ESTATAL E DE QUALIDADE
Em Agosto/2013 diversas manifestações acontecem em todo o nosso país, em defesa da saúde pública de qualidade para todas e todos.
Nossa luta é pelo SUS – Sistema Único de Saúde, universal, equânime, integral e democrático; com aumento e regulação de investimentos públicos; condições dignas de trabalho para as trabalhadoras e trabalhadores da saúde e ampliação eficaz da cobertura de saúde em todo o país.
Na região de Barretos, enfrentamos uma grave crise na área da saúde, com intervenção na Santa Casa de Barretos (que atende em âmbito regional) e o não funcionamento de diversos equipamentos e Unidades de Saúde.
Reafirmar o SUS é buscar a qualidade na saúde e garantia de atendimento a toda a população!
O gestor municipal, estadual e federal tem que tomar atitudes e ações dentro dos princípios do SUS, principalmente quanto ao planejamento em saúde e a participação da comunidade para resolução dos problemas e melhoria com qualidade na atenção a saúde.
O Fórum Popular de Saúde Regional Barretos faz nessa manifestação um chamado a toda a população para a luta em defesa do SUS e por uma vida digna!
Junto a essa manifestação segue a Carta de Barretos que expressa nosso movimento.
FÓRUM POPULAR DE SAÚDE REGIONAL BARRETOS
AGOSTO/2013
CARTA DE BARRETOS
Em seminário promovido pelo FÓRUM POPULAR DE SAÚDE REGIONAL BARRETOS, no dia 13 de abril de 2013, em Barretos/SP, tendo como tema central “A Atenção Básica que temos e a Atenção Básica que queremos”, os participantes, considerando os debates realizados durante o próprio seminário, bem como, as discussões promovidas com relação à Saúde em nossa região, apontaram pauta a ser levada à sociedade e aos órgãos gestores de saúde nos diversos níveis de governos:
- Realizar planejamento em saúde, no âmbito regional e municipal, com a participação popular e comunitária, onde constem instrumentos de avaliação e acompanhamento dos serviços e da gestão da saúde;
- Com relação ao planejamento e investimentos na Saúde é necessário considerar o espaço demográfico e o perfil epidemiológico para definição de ações e implantação dos serviços públicos em saúde;
- Atualmente tem que se ampliar a capacidade de atendimento em diversos bairros das cidades da região, onde se desenvolvem novos conjuntos habitacionais ou aumento do fluxo de pessoas. A Rede de Atenção à Saúde não acompanha a necessidade da população;
- Implantação de Políticas Públicas de Saúde para idosos, crianças e adolescentes, bem como levar em consideração as necessidades e prioridades da população;
- As políticas de saúde no contexto de SUS implicam em ter visão integral e universal, sem perder a noção de que é necessário estar atento as determinações que interferem na saúde das pessoas, incluindo as necessidades específicas de sexo, raça/etnia, ciclos de vida e/ou geração;
- As normatizações do SUS sinalizam para a interface entre gênero, geração raça/etnia e classe social e que estas interferem no processo de saúde, doença e morte, o que coloca a necessidade de políticas para grupos prioritários e ações específicas sem perder a noção do todo - universalidade com integralidade e equidade;
- Deve ser elaborada, implantada e implementada políticas de saúde que atendam a problemas prioritários para populações em situação de vulnerabilidade individual, social ou programática e física ou psicossocial aos riscos e as doenças e para que as necessidades específicas de distintos grupos sociais sejam atendidas com a oferta de atenção a estas necessidades de saúde garantindo o acesso desta população (negros, mulheres, idosos, portadores de deficiência e privados de liberdade) aos equipamentos de saúde do município;
- Melhoria do atendimento nas Unidades Básicas de Saúde, onde se garanta um atendimento integral e de qualidade, com equipes qualificadas e motivadas, que consigam atender a demanda de forma a garantir boas condições de trabalho;
- Aumento qualitativo e quantitativo da cobertura da Estratégia de Saúde da Família visando buscar um Atendimento Básico resolutivo;
- Ampliação e garantia de atendimento qualificado à população na área dos serviços psicossociais, com ampla participação popular e comunitária;
- Investimentos no setor público em todas as áreas da saúde, garantindo um atendimento estatal e de qualidade em toda a rede de saúde. Somos contrários aos processos de privatização em curso por todo o país;
- Valorização dos trabalhadores da área da saúde, com planos de carreira e salários, concursos públicos, capacitação, treinamento e boas condições de trabalho;
- Ampliação em nossa região da Rede Pública na Atenção Básica, Serviços de Referencia, Rede Ambulatorial, Hospitalar e dos Serviços de Urgência e Emergência;
- Há de se destacar e é necessária, uma ação dos gestores e com participação popular, no sentido de resolução de problemas estruturais em nossa região, em relação à rede pública hospitalar e ambulatorial;
- Chama a atenção nesse sentido, o município de Barretos que é a maior cidade em âmbito populacional na região, com toda a necessidade e precariedade já exposta, que a UPA – Unidade de Pronto Atendimento construída com recursos públicos não esteja funcionando há quase um ano.
- Consideramos um desrespeito à população esta situação em que se encontra esta UPA sem funcionamento, mesmo sabendo que não seria a resolução dos problemas na área da saúde, mas já amenizaria a situação.
- Reivindicamos que os gestores, nos três níveis de governo, cobrem as devidas responsabilidades por tal situação e coloquem o mais rápido possível esta Unidade em funcionamento.
- Que a UPA - Barretos e todas as Unidades de Saúde tenham sua gestão pela rede pública, sem privatização ou terceirização sob qualquer forma.
- A população não pode ficar exposta a riscos e é necessário, que todos os serviços de saúde, em qualquer nível de gestão, sejam realizados pela rede pública, com planejamento e qualidade e tenham ampla participação comunitária, gestão participativa e controle social efetivo.
FÓRUM POPULAR DE SAÚDE REGIONAL BARRETOS
Agosto/2013