sábado, 31 de agosto de 2013

Grito dos Excluídos fará mais de mil atos no país. Barretos será dia 14

 
Fonte: Adital
Representantes de diversos movimentos sociais participaram nesta sexta-feira (30) da coletiva de imprensa da 19ª edição do Grito dos Excluídos, na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) Sul I, em São Paulo (SP), onde falaram sobre as temáticas que serão destaques nas mobilizações deste ano.

Em Barretos (SP) ato será no dia 14

Na diocese de Barretos, interior de São Paulo, o ato o Grito está programado para a manhã de 14de setembro, em frente a Catedral do Divino Espírito Santo. Diferente da temática nacional, a manifestação regional abordará a temática das drogas. Pastorais sociais e outras instituições estão organizando o evento.

Juventude que ousa lutar

Além do lema central "Juventude que ousa lutar constrói o projeto popular”, as manifestações do Grito dos Excluídos, que ocorrerão principalmente no dia 7 de setembro (Dia da Independência do Brasil), também pedirão a democratização dos meios de comunicação, o fim do extermínio da juventude nas ruas, a construção de um projeto popular do Brasil, melhorias nos serviços de saúde e educação, entre outras demandas.
"O lema da juventude veio bem a calhar neste ano pela discussão da Jornada Mundial da Juventude, pela exclusão social de jovens e das manifestações populares que aconteceram em junho e foram protagonizadas principalmente pela juventude”, disse a assessora de imprensa do Grito, Alexania Rossato.
De acordo com ela, participaram da coletiva representantes da 26ª Romaria dos Trabalhadores e Trabalhadoras, ato que acontece na cidade de Aparecida (SP) em paralelo aos protestos do Grito dos Excluídos; do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), que realizará seu encontro nacional na próxima semana e engloba pessoas que são excluídas das políticas do Estado ao serem impactadas por construções de barragens; da Pastoral Carcerária, que levantou a questão da violência contra os jovens e relembrou os massacres ocorridos em presídios e cidades brasileiras; do Movimento Nacional dos Moradores de Rua e outros.
Caracterizado por ser uma ação coletiva planejada por organizações, movimentos e pastorais sociais há 19 anos, o Grito dos Excluídos "não é um evento só do [dia] 7 de setembro, mas sim um processo construído durante o ano todo”, explicou Alexania.
Segundo ela, as manifestações organizadas do Grito acontecerão em quase todas as capitais brasileiras e a previsão é de serem realizadas mais de mil ações em várias cidades do país, para levar às ruas as demandas de diversos setores excluídos pelo governo.
"O Gritos dos Excluídos é um grande momento para a população brasileira sair às ruas e protestar, fazer suas demandas. Não só a juventude, mas pessoas de qualquer idade. Queremos animar as pessoas a participarem e darem seu grito também”, enfatizou.
 

Resistência à ditadura civil-militar foi tema de ciclo de debates em agosto


Público acompanhou com atenção o ciclo de debates (foto Aquino José)
 
Um ciclo de debates sobre a resistência à ditadura civil-militar (1964-1985) foi realizado de 12 a 26 de agosto, em São Paulo. O evento foi promovido pelo Sinsprev/SP e pelo Núcleo de Preservação de Memória Política. Durante os encontros foram exibidos filmes, ministradas palestras e militantes deram testemunhos de suas participações na luta contra o regime.
O evento foi aberto com a exibição do filme "1964: Um golpe contra o Brasil", com a presença do militante e cineasta Alípio Freire.  (Confira no link http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=jXUYZQWD-fg)  A atual geração precisa saber desse período que o Brasil passou, por isso é importante que sempre tenhamos ações que preservem essa memória, lembrou o advogado e militante Thoshio.
A greve de 1968 em Osasco foi a precursora das greves de 1978 no ABC e de todo o período do fim da ditadura. Por isso, o 1º de maio e a importância da classe trabalhadora foi um dos temas abordados no encontro. Os acontencimentos da época foram contados pelos sindicalistas, Stanislawn Szermeta e Manuel dos Nascimento Neto. Pedrina das Graças Silva, diretora do Instituto Zequinha Barreto e estudiosa do movimento estudantil operário, também foi uma das expositoras.
Também atraiu a atenção a palestra sobre o Polop - Organização Revolucionária Marxista Política Operária, com um de seus fundadores, Ceici Kameyama. O Polop propunha uma revolução de caráter socialista para combater o capitalismo. Fundado em janeiro de 1961, a organização buscava recrutar jovens operários para viabilizar uma ação conjunta nas grandes fábricas. Durante a Ditadura, muitos integrantes do Polop foram presos e torturados ou tiveram de viver na clandestinidade ou exilados.
Angela Mendes de Almeida debateu sobre o POC – Partido Operário Comunista. Nesta noite, foi exibido um filme com depoimento do ator Celso Frateschi, em nome do jornalista Luiz Eduardo da Rocha Merlino, militante dessa organização, morto sob tortura em 19 de julho de 1971, aos 23 anos. (Confira o link http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=4j32i5PwNPE  ) A luta armada como instrumento de auto defesa era uma das grandes discussões do POC.
Ana Luiza de Figueiredo Gomes, Dirceu Travassos, Luiz Carlos Prates (Mancha), José Welmowicki e Valdo Mermelstein abordaram o papel da Convergência Socialista contra a ditadura militar brasileira. Militantes do movimento que foram presos e torturados, foram homenageados durante o final da palestra.
O sociólogo e documentalista da Fundação Perseu Abramo, Carlos Menegozzo, falou sobre o Movimento pela Emancipação do Proletariado - MEP (foto Aquino José)
 
O sociólogo e documentalista da Fundação Perseu Abramo, Carlos Menegozzo falou sobre a fundação e atuação do Movimento pela Emancipação do Proletariado - MEP - no encerramento do ciclo de debates. O movimento participou da fundação do PT e atualmente parte dos seus integrantes se encontram no Psol. Após a palestra, vários militantes do MEP deram seus depoimentos sobre a época da militância.
Militante do MEP presta depoimento durante palestra no Sinsprev/SP (foto Aquino José)



Saúde foi tema de debate no dia nacional de luta e mobilização


 
 
No dia 30 de agosto, Dia Nacional de Luta e Mobilização, foi realizada reunião em Barretos, organizada pelo SINSPREV/Regional. O encontro contou com a participação de servidores da saúde dos três níveis de governo e de militantes do Fórum Popular de Saúde Regional Barretos.
Na primeira parte da reunião foi debatida a situação dos trabalhadores da saúde, as condições de trabalho oferecidas e ainda as ameaças de retirada de mais direitos dos servidores. Também foi discutida a dificuldade imposta pelo Governo Federal para reconhecimento das condições insalubres de trabalho.
Militantes e ativistas afirmaram no debate que as condições precárias de trabalho, a falta de um plano de carreira previsto há 25 anos no SUS e a desvalorização dos servidores é mais uma ameaça ao sistema público de saúde, principalmente frente as privatizações que vem ocorrendo no setor saúde. Reafirmaram a importância de fortalecer junto a população, a luta em defesa da saúde pública e do SUS.
O Departamento Jurídico do SINSPREV tem analisado e encaminhado diversas ações com relação as condições de trabalho. Com assessoria de profissionais que atuam na elaboração e estudos das condições insalubres na área da saúde, o Departamento  apresentou diversas informações e dados sobre os reflexos desta situação no dia a dia das categorias e na gestão das unidades de saúde em todo o Estado de São Paulo.
Também foram debatidas as atividades e ações politicas e jurídicas para viabilizar e garantir os direitos dos servidores aposentados, principalmente com relação a paridade salarial.
Na segunda parte da reunião foram realizadas conversas sobre a situação tumultuada da atenção a saúde na região de Barretos, com a participação de militantes e conselheiros de saúde.
Os participantes definiram por promover um encontro do Fórum Popular de Saúde onde será proposta três linhas de atuação:
- Levantar informações sobre a intervenção na Santa Casa, que é o único Hospital regional, e o serviço da Atenção Básica em toda a região.
- Buscar discutir toda essa situação com o Executivo, Legislativo e Ministério Público para propor e reivindicar soluções.
- Buscar realizar reuniões conjuntas com outros movimentos sociais de âmbito estadual para discutir a situação da saúde na região, como o Fórum Popular de São Paulo e o Fórum das ONG's/AIDS do Estado de São Paulo.




 



quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Fórum Popular de Saúde da Região de Barretos divulga manifesto

EM DEFESA DA SAÚDE PÚBLICA, ESTATAL E DE QUALIDADE
Em Agosto/2013 diversas manifestações acontecem em todo o nosso país, em defesa da saúde pública de qualidade para todas e todos.
Nossa luta é pelo SUS – Sistema Único de Saúde, universal, equânime, integral e democrático; com aumento e regulação de investimentos públicos; condições dignas de trabalho para as trabalhadoras e trabalhadores da saúde e ampliação eficaz da cobertura de saúde em todo o país.
Na região de Barretos, enfrentamos uma grave crise na área da saúde, com intervenção na Santa Casa de Barretos (que atende em âmbito regional) e o não funcionamento de diversos equipamentos e Unidades de Saúde.
Reafirmar o SUS é buscar a qualidade na saúde e garantia de atendimento a toda a população!
O gestor municipal, estadual e federal tem que tomar atitudes e ações dentro dos princípios do SUS, principalmente quanto ao planejamento em saúde e a participação da comunidade para resolução dos problemas e melhoria com qualidade na atenção a saúde.
O Fórum Popular de Saúde Regional Barretos faz nessa manifestação um chamado a toda a população para a luta em defesa do SUS e por uma vida digna!
Junto a essa manifestação segue a Carta de Barretos que expressa nosso movimento.
 
FÓRUM POPULAR DE SAÚDE REGIONAL BARRETOS
AGOSTO/2013



CARTA DE BARRETOS
 
Em seminário promovido pelo FÓRUM POPULAR DE SAÚDE REGIONAL BARRETOS, no dia 13 de abril de 2013, em Barretos/SP, tendo como tema central “A Atenção Básica que temos e a Atenção Básica que queremos”, os participantes, considerando os debates realizados durante o próprio seminário, bem como, as discussões promovidas com relação à Saúde em nossa região, apontaram pauta a ser levada à sociedade e aos órgãos gestores de saúde nos diversos níveis de governos:
 - Realizar planejamento em saúde, no âmbito regional e municipal, com a participação popular e comunitária, onde constem instrumentos de avaliação e acompanhamento dos serviços e da gestão da saúde;
 - Com relação ao planejamento e investimentos na Saúde é necessário considerar o espaço demográfico e o perfil epidemiológico para definição de ações e implantação dos serviços públicos em saúde; 
 - Atualmente tem que se ampliar a capacidade de atendimento em diversos bairros das cidades da região, onde se desenvolvem novos conjuntos habitacionais ou aumento do fluxo de pessoas. A Rede de Atenção à Saúde não acompanha a necessidade da população;
 - Implantação de Políticas Públicas de Saúde para idosos, crianças e adolescentes, bem como levar em consideração as necessidades e prioridades da população; 
- As políticas de saúde no contexto de SUS implicam em ter  visão  integral e universal, sem perder a noção de que é necessário estar atento as determinações que interferem na saúde das pessoas, incluindo as necessidades específicas  de sexo, raça/etnia, ciclos de vida e/ou geração;
- As normatizações do SUS sinalizam para a interface entre gênero, geração raça/etnia e classe social e que estas interferem  no processo de saúde, doença e morte, o que  coloca a necessidade de políticas  para grupos prioritários e ações específicas sem perder a noção do todo - universalidade com integralidade e equidade;
- Deve ser elaborada, implantada e implementada políticas de saúde  que atendam a problemas prioritários para populações  em situação de vulnerabilidade individual, social ou programática e física ou psicossocial aos riscos e as doenças  e para que as necessidades específicas  de distintos grupos  sociais  sejam atendidas com a oferta de atenção a estas necessidades de saúde garantindo o acesso desta população (negros, mulheres, idosos, portadores de deficiência e privados de liberdade) aos equipamentos de saúde do município;
- Melhoria do atendimento nas Unidades Básicas de Saúde, onde se garanta um atendimento integral e de qualidade, com equipes qualificadas e motivadas, que consigam atender a demanda de forma a garantir boas condições de trabalho; 
- Aumento qualitativo e quantitativo da cobertura da Estratégia de Saúde da Família visando buscar um Atendimento Básico resolutivo;
 - Ampliação e garantia de atendimento qualificado à população na área dos serviços psicossociais, com ampla participação popular e comunitária;
 - Investimentos no setor público em todas as áreas da saúde, garantindo um atendimento estatal e de qualidade em toda a rede de saúde. Somos contrários aos processos de privatização em curso por todo o país;
 - Valorização dos trabalhadores da área da saúde, com planos de carreira e salários, concursos públicos, capacitação, treinamento e boas condições de trabalho;
 - Ampliação em nossa região da Rede Pública na Atenção Básica, Serviços de Referencia, Rede Ambulatorial, Hospitalar e dos Serviços de Urgência e Emergência;
 - Há de se destacar e é necessária, uma ação dos gestores e com participação popular, no sentido de resolução de problemas estruturais em nossa região, em relação à rede pública hospitalar e ambulatorial;
 - Chama a atenção nesse sentido, o município de Barretos que é a maior cidade em âmbito populacional na região, com toda a necessidade e precariedade já exposta, que a UPA – Unidade de Pronto Atendimento construída com recursos públicos não esteja funcionando há quase um ano. 
- Consideramos um desrespeito à população esta situação em que se encontra esta UPA sem funcionamento, mesmo sabendo que não seria a resolução dos problemas na área da saúde, mas já amenizaria a situação.
 - Reivindicamos que os gestores, nos três níveis de governo, cobrem as devidas responsabilidades por tal situação e coloquem o mais rápido possível esta Unidade em funcionamento. 
 - Que a UPA - Barretos e todas as Unidades de Saúde tenham sua gestão pela rede pública, sem privatização ou terceirização sob qualquer forma.
 -  A população não pode ficar exposta  a riscos e é necessário, que todos os serviços de saúde, em qualquer nível de gestão, sejam realizados pela rede pública, com planejamento e qualidade e tenham ampla participação comunitária, gestão participativa e controle social efetivo.

FÓRUM POPULAR DE SAÚDE REGIONAL BARRETOS
     Agosto/2013