domingo, 24 de fevereiro de 2013

Atendimento básico à saúde foi o principal tema de debate do Fórum Popular de Barretos


Reunião do Fórum Popular de Saúde da Região de Barretos, realizada na tarde de sábado, na Delegacia Regional do Sindicato dos Previdenciários, teve como discussão principal a precariedade do serviço da atenção básica.
Entre as questões levantadas estão a falta de estrutura e de profissionais para atender nas Unidades Básicas, causando uma relação desumana com os profissionais e com os pacientes; a ausência de atendimento especializado para o idoso; a entrega de medicamentos com prazo de validade próximos do vencimento. A possibilidade do município contratar funcionários para o Centro de Atenção Psicossocial - CAPS sem realizar concurso público também foi questionada.
Com o objetivo de aprofundar o assunto, o Fórum Popular de Saúde de Barretos agendou um seminário para o dia 13 de abril, a partir das 14 horas, na quadra da escola João Ferreira Lopes, na Vila Rios. "A atenção básica que temos e a atenção básica que queremos" será o tema do encontro que é aberto a todos os interessados.
Representantes das cidades de Franca, Rio Preto, José Bonifácio e Sorocaba, também participaram da reunião realizada em Barretos no dia 23 de fevereiro. O atendimento da saúde nestes municípios também foi debatidos.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Revista Caros Amigos tem edição especial sobre saúde

Edição pode ser encontrada nas bancas ou adquirida através do site http://www.carosamigos.terra.com.br


A Revista Caros Amigos publicou uma edição especial sobre saúde. A publicação faz uma análise de conjuntura destacando que a “universalização da saúde esbarra no projeto do Estado”.  De acordo com a matéria, nos últimos 22 anos o Estado brasileiro vem sufocando a implementação de um dos melhores modelos de saúde pública do mundo, pela falta de investimentos e a subvenção à expansão privada.
Outra abordagem refere-se ao SUS como “uma obra-prima inacabada”. O sistema público de saúde previsto para o Brasil é louvado, mas, na prática, ainda tem muito para caminhar, avalia a Caros Amigos.
Na questão do financiamento, o professor Áquilas Mendes faz uma análise sobre os “impasses da saúde pública brasileira”. Políticas econômicas restritivas e exigências do capital financeiro estrangulam o investimento do governo no SUS, argumenta o doutor.
A privatização no setor dá “todo poder para o mercado”, segundo matéria do jornalista Danilo Mekari. Ele aborda que “enquanto o setor privado de saúde já atinge um quarto da população, os outros 75% se veem relegados a um sistema público deficitário e cada vez mais dominado pela iniciativa privada.
A jornalista Paula Saccheta reporta a medicina privada que tem a saúde como negócio. Especialistas apontam contradições que o Brasil enfrenta por abordar a medicina prioritariamente como uma atividade mercantil, escreve.
A ‘Indústria da Loucura’ impede avanços na saúde mental, conclui a jornalista Gabriela Moncau. Seu texto repercute que interesses mercantis e descontinuidade de políticas públicas travam implementação de avanços e paradigmas conquistados com a reforma psiquiátrica no Brasil.
O tratamento involuntário não é mais eficiente, está associado a maiores riscos éticos e não apresenta maior eficácia econômica, sustenta o psiquiatra e professor Luiz Fernando Tófoli, que analisa a questão das drogas do ponto de vista da compulsão à internação.
A indústria da medicação com o tema da reportagem “Adoecer para Lucrar”  na qual o jornalista Otávio Nagoya mostra que movimentando cifras gigantescas, as farmacêuticas aumentam sua influência na área da saúde, estimulando a medicação excessiva da sociedade.
O enfoque da desigualdade, onde doenças negligenciadas perpetuam situação de miséria é desvendado pelo jornalista Rodrigo Cruz. Milhões de pessoas em todo o mundo sofrem com doenças consideradas “medievais” enquanto a indústria farmacêutica prioriza investimentos em setores mais lucrativos são aspectos da matéria.
A edição especial também trata da saúde do trabalhador e repercute quando o mercado de trabalho representa riscos. No campo, na cidade, na fábrica, no banco, na fazenda, no escritório e no canteiro de obras, o trabalho se intensifica, mas a saúde do trabalhador continua indo de mal a pior, constata o jornalista Caio Zinet.
Apesar das vidas em jogo, descaso e negligência provoca a desumanização, segundo abordagem da jornalista Eliane Parmezani. Sistema público e planos privados desrespeitam princípio fundamental de acesso aos serviços básicos de saúde.
Com a mídia enferma, a sociedade padece é a manchete da revista quando trata da informação. A cobertura da saúde pela grande imprensa ainda sofre com o lobby indireto da indústria farmacêutica e a omissão de temas que contemplem a população carente.
A questão de saúde pública e autonomia das mulheres diante do aborto é tema  da feminista Sonia Coelho. A criminalização do aborto não impede que ele aconteça, apenas condena milhões de mulheres a riscos e a viver com culpa, vergonha e medo, conclui.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

CNBB lança a Campanha da Fraternidade nesta quarta-feira de cinzas que tem a juventude como foco principal e debate os impactos das mudanças de época

Começa nesta quarta-feira de cinzas a Campanha da Fraternidade da Igreja Católica que tem a juventude como tema deste ano. Um dos aspectos que preocupam a Igreja no Brasil é o impacto da mudança de época., "que enfraquece e altera muitos dos paradigmas tradicionais que sustentavam certa visão de mundo". Raras são as sociedades imunes a esse processo, lembra a CNBB - Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

 Foto Aquino José
Jovem participa de encontro de formação da CF 2013 realizado em Barretos/SP

As tradicionais maneiras de compreender o mundo e a maneira de bem viver que serviram de orientação para as pessoas por muitos séculos, sobretudo no Ocidente, já não são aceitas pelas novas gerações, destaca a Campanha. Hoje, há uma "transição de uma cultura estável para outra nova e ainda não estabilizada".
As mudanças se verificam em todos os campos de atividade humana, atingem a economia, a política, as ciências, a educação, o esporte, as artes e a religião, conforme frisou a assistente social Graça Canoas, em encontro de formação de agentes para a Campanha da Fraternidade 2013, realizado no final do mês de janeiro, em Barretos SP. Ela lembrou a "crise de sentido" da atualidade e a falta de "gratuidade nas relações entre as pessoas".
Graças Canos alertou que as mudanças culturais causam alterações nos papéis tradicionais de homens e de mulheres na atual sociedade, tanto nas respectivas identidades como na estruturação familiar.
As mudanças culturais de nossa época também apresenta aspectos positivos como a valorização da pessoa, da sua consciência e experiência, dos seus projetos e esperanças, da busca de sentido da vida e da transcendência, conforme documento do episcopado latino-americano elaborado em Aparecida, SP.
A Campanha enfatiza ainda que a internet vai alimentando o desejo das novas gerações de expandir suas relações pelos quatro cantos da terra. O mundo se torna pequeno, e os contatos, inúmeros, dão a sensação de domínio e extensão (*).

(Fonte: Manual da Campanha da Fraternidade)