sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Revista Caros Amigos tem edição especial sobre saúde

Edição pode ser encontrada nas bancas ou adquirida através do site http://www.carosamigos.terra.com.br


A Revista Caros Amigos publicou uma edição especial sobre saúde. A publicação faz uma análise de conjuntura destacando que a “universalização da saúde esbarra no projeto do Estado”.  De acordo com a matéria, nos últimos 22 anos o Estado brasileiro vem sufocando a implementação de um dos melhores modelos de saúde pública do mundo, pela falta de investimentos e a subvenção à expansão privada.
Outra abordagem refere-se ao SUS como “uma obra-prima inacabada”. O sistema público de saúde previsto para o Brasil é louvado, mas, na prática, ainda tem muito para caminhar, avalia a Caros Amigos.
Na questão do financiamento, o professor Áquilas Mendes faz uma análise sobre os “impasses da saúde pública brasileira”. Políticas econômicas restritivas e exigências do capital financeiro estrangulam o investimento do governo no SUS, argumenta o doutor.
A privatização no setor dá “todo poder para o mercado”, segundo matéria do jornalista Danilo Mekari. Ele aborda que “enquanto o setor privado de saúde já atinge um quarto da população, os outros 75% se veem relegados a um sistema público deficitário e cada vez mais dominado pela iniciativa privada.
A jornalista Paula Saccheta reporta a medicina privada que tem a saúde como negócio. Especialistas apontam contradições que o Brasil enfrenta por abordar a medicina prioritariamente como uma atividade mercantil, escreve.
A ‘Indústria da Loucura’ impede avanços na saúde mental, conclui a jornalista Gabriela Moncau. Seu texto repercute que interesses mercantis e descontinuidade de políticas públicas travam implementação de avanços e paradigmas conquistados com a reforma psiquiátrica no Brasil.
O tratamento involuntário não é mais eficiente, está associado a maiores riscos éticos e não apresenta maior eficácia econômica, sustenta o psiquiatra e professor Luiz Fernando Tófoli, que analisa a questão das drogas do ponto de vista da compulsão à internação.
A indústria da medicação com o tema da reportagem “Adoecer para Lucrar”  na qual o jornalista Otávio Nagoya mostra que movimentando cifras gigantescas, as farmacêuticas aumentam sua influência na área da saúde, estimulando a medicação excessiva da sociedade.
O enfoque da desigualdade, onde doenças negligenciadas perpetuam situação de miséria é desvendado pelo jornalista Rodrigo Cruz. Milhões de pessoas em todo o mundo sofrem com doenças consideradas “medievais” enquanto a indústria farmacêutica prioriza investimentos em setores mais lucrativos são aspectos da matéria.
A edição especial também trata da saúde do trabalhador e repercute quando o mercado de trabalho representa riscos. No campo, na cidade, na fábrica, no banco, na fazenda, no escritório e no canteiro de obras, o trabalho se intensifica, mas a saúde do trabalhador continua indo de mal a pior, constata o jornalista Caio Zinet.
Apesar das vidas em jogo, descaso e negligência provoca a desumanização, segundo abordagem da jornalista Eliane Parmezani. Sistema público e planos privados desrespeitam princípio fundamental de acesso aos serviços básicos de saúde.
Com a mídia enferma, a sociedade padece é a manchete da revista quando trata da informação. A cobertura da saúde pela grande imprensa ainda sofre com o lobby indireto da indústria farmacêutica e a omissão de temas que contemplem a população carente.
A questão de saúde pública e autonomia das mulheres diante do aborto é tema  da feminista Sonia Coelho. A criminalização do aborto não impede que ele aconteça, apenas condena milhões de mulheres a riscos e a viver com culpa, vergonha e medo, conclui.

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