sexta-feira, 26 de abril de 2013

Marcha em Brasília defendeu pauta de reivindicações em diversas áreas

Fotos Aquino José
Movimento sindical e popular promoveu uma grande marcha em Brasília no dia 24 de abril. Entre as reivindicações está o fim do fator previdenciário e anulação da reforma da previdência de 2003.  
O Movimento também é contrário ao Acordo Coletivo Especial (ACE), à precarização do trabalho e à criminalização dos movimentos sociais. Os manifestantes defendem a educação e saúde públicas de qualidade e o respeito aos povos indígenas e quilombolas.

Com bandeiras e cartazes, manifestantes de diversos setores sociais e entidades civis de todo o país ocuparam o centro de Brasília.  A passeata começou às 10 horas. O cortejo partiu do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha e seguiu pelo Eixo Monumental, uma das principais vias da capital federal, em direção ao Congresso Nacional. A Polícia Militar estimou  20 mil pessoas na passeata. Os organizadores anunciavam 25 mil adeptos ao protesto.
Em frente ao Congresso Nacional foi realizado um ato coletivo. A marcha defendeu uma extensa pauta de reivindicações em diversas áreas. No setor da educação, os representantes pediram a valorização dos profissionais e da educação pública.
Além disso, o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) protestou contra a entrega da administração de hospitais universitários a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares. A Andes entregou ao Ministério da Educação o resultado de um plebiscito que realizou com 60 mil assinaturas de profissionais do ensino superior. "A empresa vai privatizar os hospitais universitários e tirar da sociedade exames e consultas as quais tem direito", diz a presidenta da entidade, Marinalva Oliveira.
Um cortejo com um caixão foi até a portaria do Ministério do Trabalho. O corpo simbólico era do Acordo Coletivo Especial (ACE), contra o qual os manifestantes protestaram. Segundo Paulo Barela, da executiva da Central Sindical e Popular Conlutas (CSP Conlutas), um dos movimentos organizadores do evento, "trata-se de um protesto contra a política econômica conduzida pelo governo, que privilegia alguns setores mais ricos em detrimento de outros".
Marcelo Ferreira veio de Belém, no Pará, para reivindicar melhorias para a comunidade de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros (LGBT). Ele teve amigas travestis agredidas e uma delas chegou a falecer. "A comunidade LGBT sofre todas as dificuldades na sociedade. Viemos aqui hoje pedir a criminalização da homofobia e a saída de Marco Feliciano da Comissão de Direitos Humanos. Ele está envergonhando a sociedade".









Melissa Coelho, indígena da Aldeia Maracanã, do Rio de Janeiro veio em um grupo de 10 indígenas para pedir a manutenção da aldeia no Museu do Índio. Eles querem que no local seja criado um centro universitário para os indígenas. "Viemos dar visibilidade para nossa causa. Queremos mostrar que a força indígena está viva e reivindicante. O que aconteceu não pode cair no esquecimento".


















(com informações da Agência Brasil)


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