Fotos Aquino José
Movimento sindical e
popular promoveu uma grande marcha em Brasília no dia 24 de abril. Entre as
reivindicações está o fim do fator previdenciário e anulação da reforma da
previdência de 2003.
O Movimento também é
contrário ao Acordo Coletivo Especial (ACE), à precarização do trabalho e à
criminalização dos movimentos sociais. Os manifestantes defendem a educação e
saúde públicas de qualidade e o respeito aos povos indígenas e quilombolas.
Com bandeiras e
cartazes, manifestantes de diversos setores sociais e entidades civis de todo o
país ocuparam o centro de Brasília. A
passeata começou às 10 horas. O cortejo partiu do Estádio Nacional de Brasília
Mané Garrincha e seguiu pelo Eixo Monumental, uma das principais vias da
capital federal, em direção ao Congresso Nacional. A Polícia Militar estimou 20 mil pessoas na passeata. Os organizadores
anunciavam 25 mil adeptos ao protesto.
Em frente ao Congresso
Nacional foi realizado um ato coletivo. A marcha defendeu uma
extensa pauta de reivindicações em diversas áreas. No setor da educação, os
representantes pediram a valorização dos profissionais e da educação pública.
Além disso, o Sindicato
Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) protestou contra a entrega da administração de hospitais universitários a Empresa
Brasileira de Serviços Hospitalares. A Andes entregou ao Ministério da Educação
o resultado de um plebiscito que realizou com 60 mil assinaturas de profissionais
do ensino superior. "A empresa vai privatizar os hospitais universitários
e tirar da sociedade exames e consultas as quais tem direito", diz a
presidenta da entidade, Marinalva Oliveira.
Um cortejo com um
caixão foi até a portaria do Ministério do Trabalho. O corpo simbólico era do
Acordo Coletivo Especial (ACE), contra o qual os manifestantes protestaram. Segundo
Paulo Barela, da executiva da Central Sindical e Popular Conlutas (CSP
Conlutas), um dos movimentos organizadores do evento, "trata-se de um
protesto contra a política econômica conduzida pelo governo, que privilegia
alguns setores mais ricos em detrimento de outros".
Marcelo Ferreira veio
de Belém, no Pará, para reivindicar melhorias para a comunidade de lésbicas,
gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros (LGBT). Ele teve amigas
travestis agredidas e uma delas chegou a falecer. "A comunidade LGBT sofre
todas as dificuldades na sociedade. Viemos aqui hoje pedir a criminalização da
homofobia e a saída de Marco Feliciano da Comissão de Direitos Humanos. Ele
está envergonhando a sociedade".

Melissa Coelho,
indígena da Aldeia Maracanã, do Rio de Janeiro veio em um grupo de 10 indígenas
para pedir a manutenção da aldeia no Museu do Índio. Eles querem que no local
seja criado um centro universitário para os indígenas. "Viemos dar
visibilidade para nossa causa. Queremos mostrar que a força indígena está viva
e reivindicante. O que aconteceu não pode cair no esquecimento".
(com informações da Agência Brasil)








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